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20 de abr. de 2012

Melhores trilhas sonoras de finais de filmes

Lembrei em uma conversa de amigos, esses dias, sobre como algumas músicas se encaixam perfeitamente em finais de filmes. O resultado é bom para ambos. O filme fica com um toque inesquecível e a música, sempre que a escutamos, nos remete àquelas cenas que gostamos de assistir. Selecionei aqui sete momentos, pois não consegui lembrar de outros, mas certamente tem mais...


Da trilha sonora de "Braveheart" (Coração Valente), de James Horner. A cena final de tortura a William Wallace e o clímax com a música, executada pela Orquestra Sinfônica de Londres...belíssima.


Do filme "O Som do Coração", a rapsódia composta por um garoto que é um gênio musical precoce. Gosto mais da música em si do que do final do filme, mas mesmo assim funciona muito bem.


Esse filme é um pouco mais antigo ("O Último dos Moicanos"), mas a trilha sonora é uma obra-prima. A música-tema de Trevor Jones e Randy Edelman que embala o filme é a que aparece na metade deste vídeo, e é impressionante o efeito psicológico que cria, pois já nos dá uma pista de que não será um happy ending.


Hans Zimmer e Lisa Gerrard compuseram essa obra-prima ("Now We Are Free") para o filme "Gladiador". Não consegui encontrar as cenas finais com qualidade, mas este vídeo mostra algumas, soberbamente filmadas por Ridley Scott. Quem consegue esquecer o momento em que Maximus está para morrer e aparecem as cenas dele caminhando por um campo de trigo prestes a encontrar sua família no além-vida?


Stereophonics com "Maybe Tomorrow" bem no finalzinho de "Crash - No Limite", quando acontece um acidente de trânsito entre dois personagens antes secundários na trama...a música, que é boa, fechou muito bem com a tomada que mostra o acidente e a vida que segue...pena que não consegui encontrar exatamente a cena, mas vale a pena conferir o filme, muito bom.


Impressionante como aqui a música fechou direitinho com o clima do filme. "Efeito Borboleta" já é um clássico, e Oasis tocando "Stop Crying Your Heart Out" é o final perfeito quando os personagens principais se esbarram "por acaso", num déjà vu deprimente.


Esta é, sem dúvida, uma das melhores trilhas sonoras de final de filme ("Segundas Intenções"). A música é a inesquecível e belíssima "Bittersweet Symphony", do The Verve. Perfeita a sincronia entre o momento em que a personagem de Sarah Michelle Gellar abre a porta da igreja e a música entra a toda para desaguar no final melancólico de Reese Whiterspoon dirigindo sozinha. Um ótimo filme, feito por um elenco talentoso.

10 de mai. de 2011

A Verdade está lá fora (e lá em cima)



Saiu na BBC, mas achei o vídeo em uma resolução melhor aqui

Trata-se de uma obra-prima do fotógrafo norueguês Terje Sorgjerd, cujo vídeo foi filmado entre 4 e 11 de abril na montanha espanhola de El Teide - a mais alta do país. Eu não sabia, mas este é um dos melhores lugares para se observar o espaço. Ele utilizou a tecnologia timelapse, que acelera o tempo e produz imagens belíssimas. É também uma eficiente campanha turística para o local, e o melhor: viral e espontânea. Imperdível!






27 de mar. de 2011

Da série "Minhas Memórias"

Um mês de preparativos e a mudança finalmente está encaminhada. Dias encaixotando e carregando coisas para o novo apartamento, até que venha o caminhão "oficializar" tudo... Dias também para remexer em lembranças pálidas por meio das tralhas que a gente guarda por puro saudosismo. Dentre as relíquias encontradas, minha produção caseira de quadrinhos; a baqueta que o percussionista da banda do Ben Harper atirou pra galera e que caiu, fortuitamente, aos meus pés; recibos de salários do meu tempo de estagiário em uma agência de publicidade - meu primeiro emprego - e, principalmente, minhas fotos impressas, quando máquinas digitais eram peças de luxo. Também tive que me conter para não passar o dia relendo meus quadrinhos do Asterix e Calvin & Haroldo, sob risco de não cumprir o cronograma apertado.


Ao longo da vida, a gente vai juntando essas quinquilharias e a mudança é uma oportunidade rara de se livrar de uma considerável parte dela. Meus CDs de música, por exemplo, foram todos distribuídos. Na era do MP3, não faz mais sentido manter pilhas de discos mofando e juntando pó, ainda mais para quem sofre de rinite alérgica. Há quem curta e até prefira escutar nos discos, mas eu não sou nem um pouco saudosista neste aspecto.

Assim como as fotos, a organização dos discos também se tornou uma viagem tipo "Túnel do Tempo". Músicas são parte da nossa vida, impregnam as memórias e acabam se tornando referências e reflexos de nossas personalidades. E lá estavam eles, os meus quatro primeiros da coleção - presentes de Natal da época em que o Plano Real equiparou nossa moeda ao dólar e nos devolveu poder de compra. Uma época, também, em que a MTV brasileira chegava pela antena parabólica, e com ela, todas as novidades do cenário musical, pois naquela época a MTV realmente se ocupava de música. Lembro que a emissora concedia uma honraria aos astros de primeira grandeza, ao anunciar que os clipes de estreia seriam exibidos nas horas pares de um determinado dia. Guns N´Roses, Madonna, U2 e Michael Jackson foram alguns homenageados.

Mas eu estava falando dos 4 primeiros. Foram eles: Nevermind do Nirvana, Ten do Pearl Jam, Money For Nothing do Dire Straits e Automatic For The People, do R.E.M.. Todos eles se tornaram clássicos, e o mais desconhecido da lista hoje talvez seja o R.E.M., mesmo que o álbum tenha sido eleito um dos 3 melhores da década de 90, junto com o Nevermind e OK Computer, do Radiohead. Mesmo assim, "Automatic..." ainda é o meu favorito do quarteto. A partir dele, meu horizonte musical se abriu consideravelmente, já que ainda havia muita tribalização de gostos musicais da juventude da época, especialmente com rock pauleira em suas diversas vertentes. Caras que gostassem de todo tipo de som eram vistos meio que como aliens, e eu era um bom exemplo disso, embora não desse a mínima.

"Automatic..." foi uma experiência única, porque me apresentou um R.E.M., incensado com o megasucesso "Losing My Religion", como uma banda muito mais eclética e versátil do que eu  pensava. E tudo está ali - o piano de Mike Mills em Nightswimming, órgãos, violoncelo (como na belíssima Sweetness Follows) com as distorções elegantes de guitarra que se tornaram marca registrada de Peter Buck... As músicas do álbum, mesmo as mais agitadas, mantém aquela atmosfera introspectiva, permeada de imagens do interior dos Estados Unidos, e naturalmente sublinhada pela voz grave de Michael Stipe. É possível encontrar inúmeras referências a personalidades mortas de maneira trágica. Everybody Hurts é uma preocupação de Michael Stipe com a onda de suicídios que acometia os jovens da época, e dizem que Kurt Cobain, amigo pessoal de Stipe, escutou muito a música dias antes de se matar. Man On The Moon foi uma homenagem ao comediante Andy Kaufman - sim, aquele mesmo interpretado por Jim Carey no filme "O Mundo de Andy" - muito antes do filme sair. Embora digam que Find The River é uma homenagem póstuma ao jovem ator e ex-promessa de Hollywood, River Phoenix (morto precocemente ainda em início de carreira por overdose), isso não é verdade posto que a morte ocorreu dois anos depois do lançamento do CD. Mesmo assim, é uma das melhores músicas do álbum. 

Enfim, é um daqueles raros CDs em que você escuta do início ao fim, sem pressa nem vontade de pular uma faixa. Por isso mesmo, fica difícil escolher uma favorita... Coloco aqui, então, o vídeo que me apresentou essa obra-prima, Drive (clique aqui). Não me lembro direito, mas acho que esse vídeo também teve exibição nas horas pares no dia de sua estreia na MTV. Cheers!

13 de jan. de 2011

I'm free to be whatever I choose





Recentemente, vi um comercial da Coca-Cola no qual um coral de crianças cantava esta música. Ela foi lançada somente como single, e não sei por que não entrou na coletânea do Oasis, The Masterplan (que foi justamente pensado para agrupar todos os singles lançados até aquela ocasião). Uma das melhores composições da banda, na melhor fase vocal de Liam Gallagher.


I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

I'm free to say whatever I
Whatever I like
If it's wrong or right it's alright

Always seems to me
You only see what people want you to see

How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much

Free to be whatever you
Whatever you say
If it comes my way it's alright

You're free to be wherever you
Wherever you please
You can shoot the breeze if you want

It always seems to me
You only see what people want you to see

How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

Here in my mind
You know you might find
Something that you
You thought you once knew

But now it's all gone
And you know it's no fun
Yeah I know it's no fun
Oh, I know it's no fun

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright